A Captura de Maduro e a Reconfiguração Americana
Por: Prof. Idenilton Santos
O texto a seguir não é "mera opinião, antes, sim, resulta de décadas de estudos e convivência com gestores públicos, além professores (mestres e doutores), com os quais foram travados debates primoroso sobre o lapidados aforismos dos mais basilares aos mais ricos em complexidade conceitual e histórica. A mensagem, ora traída à baila, apresenta uma análise geopolítica, com rigor, sobre a democracia e a fundamentação filosófica daquilo que se tem cultivado para uma reconfiguração positiva do mundo.
O Fato
O mundo acordou diferente neste início de 2026. A notícia da captura de Nicolás Maduro, ocorrida em solo venezuelano, e coordenada por forças especiais Norte Americanas, não representa apenas a queda de um dos regimes mais controversos do século XXI; ela marca o fechamento de um ciclo, e põe sobre a mesa, escancarada mente, as cartas para aquele que poderá ser o derradeiro debate acerca da instabilidade que faz sangrar a Amévrica Latina por décadas. O que antes parecia um impasse diplomático insolúvel transformou-se em um fato consumado que redefine as fronteiras entre soberania nacional e justiça global.
A Falácia da Soberania sob a Tirania
É imperativo estabelecer uma premissa clara: nenhum estado ditatorial possui soberania real.
A verdadeira soberania é a emanação da vontade popular e do respeito aos direitos fundamentais. Quando um regime transforma seu povo em escravo de violadores de direitos, quando rasga todos is documentos pertinentes às garantias humanas e ultraja a justiça, ele perde qualquer legitimidade.
Um ditador não "protege" as fronteiras de um país; ele as usa como muros de uma prisão.
Ao atacar a dignidade dos seus cidadãos, o ditador destrói o contrato social. Portanto, a captura de um tirano não é uma violação de soberania, mas o início da restauração da mesma, pois a justiça não pode parar na porta de uma ditadura; ela deve ser o instrumento que a derruba.
Geopolítica e Democracia: Os Pontos Positivos
A captura de Maduro gera impactos profundos e positivos em três frentes principais:
— Segurança e Estabilidade Regional: Para o Brasil e vizinhos, o fim do regime significa o estancamento de uma crise humanitária sem precedentes. Com a perspectiva de uma democracia estável, milhões de refugiados podem planejar o retorno, e o combate ao narcoterrorismo — que antes encontrava abrigo estatal — ganha força total.
— O Fim da "Cunha" Autocrática: Do ponto de vista estratégico, remove-se a principal base de influência de potências extrarregionais nas Américas. A região deixa de ser um tabuleiro de inteligência russa ou iraniana para se tornar uma zona de cooperação ocidental e prosperidade econômica.
O Recado Àqueles que se Regalam na exploração e Chafurdam nas fossas da Impunidade
A mensagem enviada ao mundo é poderosa: a impunidade tem um limite. O uso do aparelho de Estado para cometer crimes contra a humanidade encontra uma resposta prática da comunidade global, reafirmando que o controle das armas não confere autoridade moral.
E aqueles que promovem a gritaria sob justificativa de suposto desacato aos direitos internacionais, é premente a necessidade de fazê-los refletir acerca de que nem tudo que está no direito é justo, porque o direito eanioulado por aqueles que detém o poder. Basta analisar e constatar que as ditaduras são v cheias de leis, dedicadas a garantirem o controle do povo e opositores dos ditadores, e regalias daquele, nem como como seus apaniguados. Portanto, embora esteja no campo do direito, não é justa. Pelo contrário, é apenas garantia de toda sorte de injustiças.
Por que Nenhuma Ditadura se Justifica?
Nenhuma ditadura é boa. Não importa a origem, a causa ou a ideologia: nenhum aspecto em um regime autoritário pode ser útil para justificá-lo. O argumento do "mal necessário" ou da "ordem imposta" é uma falácia. A história nos mostra que o custo de uma ditadura é sempre a corrupção da alma humana e o atraso civilizatório. Sem liberdade, não há criatividade, não há ciência e não há evolução social. O desenvolvimento sem liberdade é apenas uma gaiola de ouro — e na Venezuela, nem o ouro restou, apenas a miséria de um povo silenciado.